06
ago
10

A conferência do ProZ e a pseudossolidão do tradutor

Fiquei um pouco desaparecida do blog por causa dos preparativos para a palestra que dei no ProZ, e quando cheguei já engatei a quinta marcha para atender alguns clientes apressados (ainda bem que eles existem, viva a taxa de urgência!).

A experiência de ver os colegas, rever os amigos-colegas e conhecer gente nova é ótima. Saí da conferência revigorada, tanto pelo teor das palestras, como por me perceber parte de um grupo de gente de carne e osso, não um grupo de arrobados e nomes na minha caixa de entrada. Isso faz a maior diferença no meu dia-a-dia. Desde que comecei a frequentar eventos de tradução, não trabalho mais sozinha. Eu e um grupo de colegas viramos até objeto de estudo do marido de uma tradutora, porque transformamos o skype em um escritório virtual, uma sala de bate-papo com 19 tradutores, em vários fusos horários. Lá estreitamos laços, trocamos ideias e receitas, pedimos ajuda para achar um termo ou para energias positivas (só mais vinte laudas, vamos lá!), dividimos contatos e experiências. Isso supre, pra mim, um vazio que muitas vezes enfrentava no cotidiano do trabalho, a falta de companhia. Não sei mais o que é isso, e passei a gostar ainda mais do meu trabalho por causa desse grupo, do twitter, das listas de tradução, das comunidades de tradutores no orkut.

Mas, vou voltar ao assunto ProZ, porque tive até que mudar o título do post por causa do parágrafo aí em cima. A conferência foi muito bem organizada, as palestras foram excelentes e de alto nível, mesmo as voltadas para iniciantes. Minha opinião é que este ano houve muito menos espaço para a teoria e o estudo formal da tradução e mais aos aspectos práticos de um tradutor profissional. Na minha opinião isso foi ótimo, porque não tenho formação em tradução e, apesar de gostar de ler sobre o assunto, considero mais produtivo aprender sobre coisas que realmente causarão impacto sobre o meu trabalho. Acho bom também para estudantes de tradução, porque possibilita que eles vislumbrem como a profissão pode ser diferente da teoria e dá uma ideia dos pepinos que o tradutor profissional precisa descascar quase todos os dias. Recomendo a todos: procurem seus colegas na internet e façam o possível para conhecê-los ao vivo, porque isso vale a pena!

A seguir, alguns links sobre o evento:
Para quem não conhece o ProZ: www.proz.com
As apresentações do congresso: http://www.proz.com/conference/151?page=presentations
Para ver como foi a cobertura do evento via twitter (com fotos, comentários e links): http://twitter.com/#search?q=%23proz

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