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19
jul
10

Carteiras de clientes

Numa lista de discussão da ATA, alguém perguntou de quantos clientes precisaria para viver de tradução e poder largar o emprego. As perguntas foram:

• De quantos clientes um tradutor precisa para se manter ocupado e se sustentar?
• Faz sentido ampliar minha base de clientes? Quanto mais?
• Como equilibrar o aumento no número de clientes e nossa disponibilidade, se pensarmos que não adianta termos 200 clientes, e estarmos sempre ocupados para a maioria deles, que vão acabar decidindo não nos procurar mais.

Algumas pessoas responderam dizendo que quanto mais clientes melhor, mas que sim, é preciso cuidado para estar sempre disponível para os melhores. Além disso, alertaram para não contarmos com apenas 2 ou 3 clientes para todo o serviço (ou grande parte) que fazemos, porque se um desses clientes quebra, decide arranjar um tradutor mais barato ou é vendido para outra empresa, por exemplo, podemos ficar em maus lençóis.

Outra pessoa falou de um sistema de classificação de clientes em pirâmide. No topo da pirâmide estão os clientes A, os melhores, que pagam bem, são profissionais e têm projetos interessantes, ou dos quais você gosta mais e tem lá seus motivos pra isso. Em seguida os clientes B e na base da pirâmide os clientes C. Os clientes A são sempre prioridade, e você sempre deve tentar estar disponível para eles. Se estiver sem trabalho dos seus clientes A, você pode prestar serviço para os clientes B e só depois de esgotadas suas opções A e B você passa para os clientes C. Já deu pra entender o sistema, não é? Pensei aqui com meus botões que deve existir o porão dessa pirâmide, os clientes D, dos quais a gente foge na velocidade da luz, tipo os mencionados no post anterior.

Pelas minhas contas, tenho 5 clientes A, para os quais evito ao máximo dizer não. Eles me ocupam bastante, conheço os gerentes de projeto, tenho como negociar prazo em caso de necessidade porque eu quero prestar o serviço pra eles e eles querem que eu seja a tradutora daquele projeto. Meus clientes B são dois ou três clientes diretos no Brasil que me pagam um pouco menos e aceitam um prazo maior, então posso encaixá-los entre meus clientes A, e também alguns clientes com um prazo de pagamento não tão bom assim. Na faixa B também estão uns clientes esporádicos, que me mandam trabalho algumas poucas vezes por ano. Em geral, meus clientes esporádicos são agências que não têm grande volume de tradução inglês>português e acho que em todas elas eu sou uma das pouquíssimas prestadoras de serviço de tradução médica nesse par de idiomas. Ao todo, acho que tenho uns 15 clientes B, e todo mês um ou outro deles aparece.

Fora esses, sempre tento aumentar minha base de clientes. Sempre que consigo mando currículos, faço testes, preencho formulários nos sites de agências. Este ano assinei contrato com 6 clientes novos, 4 dos quais já mandaram serviço. Por enquanto ainda não sei se serão clientes A ou B…

Por outro lado, tenho um cliente que pulou de A, com projetos interessantes, bem pagos e prazo de pagamento decente, para B-. Os assuntos continuam interessantes (estudos de vacinas de HIV, adoro!), mas depois de tomarem chá de sumiço por uns dois anos, queriam me pagar menos do que em 2006-2007. Não aceitei traduzir, mas consegui que me pagassem bem por palavra da revisão, e infelizmente para a profissão, mesmo não ganhando muito bem, os tradutores deles dão conta do recado bem o suficiente para eu ganhar por hora o mesmo que com meus clientes A. Eu gostaria que esses tradutores estivessem ganhando melhor, porque eu não aceitaria trabalhar numa área tão específica por tão pouco. Acho que se eu não valorizar minha capacidade e minha experiência, dificilmente o cliente vai virar pra mim e dizer: Juliana, eu quero aumentar sua tarifa porque você é o máximo. Já aconteceu de um ou outro colega dizer que o cliente aumentou os preços espontaneamente, mas normalmente EU é que tenho que virar pra ele e dizer que estou aumentando o preço.

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18
jul
10

Programa de 12 passos para curar um vício comum em tradutores

O post que reproduzo a seguir me fez rir muito, e recentemente foi tuitado por outros tradutores. Estava aqui com a autorização do autor para traduzir o post desde maio, mas só agora tive tempo! Evidente que não concordo com tudo, mas dá bem a ideia do que vemos no nosso trabalho.

O post original está aqui.

Boa leitura!

Tradução tóxica: Um programa de doze passos para tradutores masoquistas

Os Doze Passos

1. Admita que você é impotente perante agências de tradução.

2. Faça um inventário profundo e implacável das vezes em que você se viu pensando: “É melhor pegar esse trabalho por $ 0,0000000006 por palavra. Se eu não pegar, outra pessoa pega!” ou “Um cliente que paga regularmente em 8275 dias ainda é melhor do que um que dá calote!” ou ainda “As agências são um negócio como outro qualquer, é natural que tentem ganhar tanto dinheiro quanto possível”. Reconheça que encontrar justificativas para um comportamento injustificável é um vício e que a sua vida como tradutor se tornou incontrolável.

3. Prepare-se para ouvir uma verdade do universo em doze palavras: Os preços de tradução estão caindo porque os tradutores aceitam preços baixos. Se você quer que seus preços parem de cair, tire o pé do acelerador na ladeira. Agora mesmo. Não existe droga para pessoas que estão dispostas a traduzir por a metade do valor médio pago a um garçom, então a única maneira de combater esse vício é de bate-pronto. Compense explicando de forma clara, sempre que responder a uma oferta insultante, recusar um trabalho mal remunerado, ou recusar um convite para reduzir seu preço, a razão pela qual está recusando. Eu sei que a etiqueta diz que não devemos dizer a pessoas grosseiras e mal-educadas que elas são grosseiras e mal-educadas, mas acho que a etiqueta prevê uma exceção no caso dos tradutores. Maus-pagadores são os predadores abissais no oceano da tradução. Não hesite em enviá-los de volta para a lama de onde vieram.

4. Se você está realmente vivendo de Miojo, não consegue pagar o aluguel, ou está diluindo cola pra dar ao seu filho porque fica mais barato do que leite, aí sim você tem uma excelente desculpa para aceitar condições de trabalho e salários insultantes. Temporariamente. Enquanto procura um emprego que lhe pague um salário digno e não ferre seus colegas que dependem da tradução para sua subsistência. Se esse não for o caso, você não tem desculpa. Nem tudo na vida é preto no branco, mas isso é. Enquanto isso, se você não está realmente passando necessidade, pare de usar esse pretexto para justificar sua participação na destruição da profissão. Qualquer um de nós pode um dia encontrar uma fila de cobradores na porta, mas isso não acontece com todo mundo o tempo todo. Não use a verdadeira miséria de uns para disfarçar o fato de que você não conseguiria encontrar seu respeito próprio mesmo que tivesse um guia sherpa e um GPS.

5. Por outro lado, se seus pais ainda estão pagando seu aluguel e abastecem a dispensa, se seu marido é o CEO da Halliburton ou o presidente da Mediaset, ou se você é herdeiro de uma fortuna e que “ama línguas”, faça algo de bom para a profissão e para sua alma imortal e traduza de graça. Existem dezenas, ou mesmo centenas, de organizações sem fins lucrativos dignas que precisam da sua ajuda. Enquanto isso, alguns de nós aqui estamos tentando ganhar nosso sustento. Seu preço de esmola está matando tradutores que dependem da tradução como sua única fonte de renda.

6. Aceite o fato de que o seu diploma da Escola Acme de Mediação de Idiomas ou da Academia Flinghurst de Tradutologia, no fim das contas, não vale nada. Tradução se aprende na vida, não na sala de aula. Porém, se você se formou recentemente em um desses cursos, faça o seguinte até que esteja realmente preparado para fazer jus aos preços profissionais: torne-se aprendiz de um tradutor de confiança, doe traduções para uma causa digna para engordar o currículo (ver no 5, acima), gaste seu tempo livre praticando traduções para sua formação pessoal, melhore sua capacidade de escrever na sua língua materna, leia (e muito) em ambas as línguas. NÃO: ofereça traduções com descontos nem implore aos seus clientes para deixá-lo trabalhar “por praticamente nada” porque você “ama traduzir”. Por que não? Pelo mesmo motivo que no zoológico há uma placa “Não alimente os macacos”. Porque, se você fizer isso, eles ficam gordos e preguiçosos e nunca aprendem que as bananas profissionais e bem qualificadas não são distribuídas por aí de graça.

7. Pare de permitir que os clientes ditem seus preços e suas condições de trabalho. Você realmente precisa que eu faça a analogia mais uma vez? Mesmo? Então tá, lá vai. Você vai a um restaurante e, depois de consultar o menu, chama o proprietário para sua mesa e diz: “Este bife está superfaturado, vou pagar a metade e quero que você inclua uma garrafa de vinho por esse preço. Mas se não estiver tudo na minha mesa no prazo de dez minutos, o negócio está cancelado”. Se você fizer isso num restaurante, vai receber um bom chute no traseiro. Já na tradução, você diz: “Oh, sim, Sr. Cliente, muito obrigado, Sr. Cliente, por favor mande sempre mais trabalho assim, Sr. Cliente”. Três palavras: Pare – com – isso.

8. Pare de usar a internet até aprender a usar direito. O “freedictionary” não é um recurso profissional; o Wordreference.com e o Yahoo! Answers não são fóruns em que você pode consultar colegas confiáveis e experientes. Cerca de metade das respostas nos KudoZ do ProZ.com estão erradas. A Wiki muitas vezes vale tanto quanto uma folha de papel. O Google não é seu amigo; faça uma busca por “pobrema” e veja quantos resultados você obtém (41.000). Depois disso a gente conversa sobre como pesquisas na internet são úteis para confirmar o uso de uma palavra. (Caramba! Traduzir, no final das contas, pode ser bem mais difícil do que você imaginava, hein?)

9. Se um cliente não pagar no prazo (ou der calote), pare de trabalhar para ele. Agências, editoras e clientes que não pagam conforme o combinado são como homens que batem nas esposas. Eles vão fazer de novo. A única pergunta é: Você vai estar parado no mesmo lugar quando o golpe vier? (Teste rápido: “Foi sem querer”, “Eles estão passando por um período difícil” e “Se eu o largar, posso nunca mais encontrar outro” são frases habitualmente usadas por: [a] esposas maltratadas; [b] tradutores masoquistas, [c] os dois.)

10. Tradução não é ‘Ndrangheta. Ninguém vai mandar você dormir com os peixes se falhar em seu compromisso de omertà. Diga aos seus colegas quando um cliente não pagar, quando fazem exigências exageradas, quando revisam o texto sem avisar, quando insistem em tentar baixar suas tarifas, quando se esquecem de colocar seu nome na tradução, quando mudam o combinado depois de começado o serviço, quando se recusam a pagar a taxa de urgência ou de horas-extra, quando exigem descontos indevidos. Aceitar essas condições em silêncio não faz de você um cara esperto, faz de você um cúmplice.

11. Defenda seu idioma materno. Orgulhe-se de vê-lo sendo bem usado, com eloquência e fluência. Ofenda-se quando ele for maltratado e desrespeitado. Não acredite nesse modismo de globalização, línguas do mundo, coisa e tal. Pare de aceitar a alegação absurda e não comprovada de que a tradução por um não-nativo é tão válida quanto a tradução por um nativo, ou que as pessoas que lêem traduções em sua segunda língua “não se importam” se o texto está bem escrito ou não. Sua capacidade de aplicar sua língua materna com sofisticação, flexibilidade e habilidade é sua ferramenta de venda mais importante. Você pode nunca ter sucesso em convencer todos da importância desta questão, mas pense no seguinte: muitas pessoas acham que é aceitável beber vinho vendido em caixas longa vida, assistir à Fox News, ou comprar CDs da Lady Gaga. Se você é um profissional da tradução, deveria estar acima dessas coisas.

12. Se existe uma coisa pior do que tradutores que se queixam o tempo todo, são os tradutores que se queixam de tradutores que se queixam o tempo todo. Vamos supor que você ganha muito dinheiro, seus clientes respeitam seu tempo e seu conhecimento e todo mundo paga de imediato. O nome disso, na verdade, é sorte enorme, não licença para monólogos nos ouvidos de todos sobre como deveriam parar de reclamar e voltar ao trabalho. O fato de tradutores reclamarem é bom, indica a existência de auto-estima e de um instinto de autopreservação, diferente da sua ideia de superioridade e presunção de cada um por si. Se não tiver nada a dizer para ajudar o avanço da profissão (não apenas da sua pequeníssima fatia), tenha a decência de ao menos sair da frente de pessoas que estão tentando melhorar a situação (inclusive para você, mané).

07
jul
10

Você visita um médico no consultório?

Gente, eu não resisti. Cliente novo manda trabalho e TM (pra quem não sabe, memória de tradução) de cliente final empresa médica multinacional. Assunto: estudo clínico. É um tal de visita pra lá, visita pra cá, para traduzir “visit”. Vou lançar um movimento anti-visitas aos médicos. Falando sério, você liga para o consultório do seu ortopedista para marcar uma visita ou uma consulta?

Querem ver a salada complicar? Meu marido é médico, e ele sai todo dia de manhã para passar visitas (“round”, em inglês).

Estou me mordendo pra mudar a terminologia desse projeto… estou só esperando aparecer um investigador principal (“Principal Investigator”), já apareceu consentimento informado (“informed Consent”), mas desses termos falo aqui um outro dia, tenho que voltar para o batente.

05
jul
10

Terminologia para leigos e profissionais de saúde

Então tá, você recebeu uma tradução médica, mas quem é seu público-alvo? A terminologia e o registro são completamente diferentes, dependendo de quem vai ler o texto. Pensar no público-alvo é uma necessidade que deveria permear o cotidiano de qualquer tradutor, mas eu vou falar rapidinho aqui da tradução de medicina. Esse tema dá pano pra manga, e devo voltar a ele de tempos em tempos, este post é só um aperitivo.

É um manual? Pra quem, para um técnico de radiografia ou para o paciente com diabetes que tem que usar um monitor de glicose? É uma bula? Pra quem, para a mãe que dar o remédio para o filho ou para o anestesista em sala de cirurgia? E o questionário, quem vai responder? Os pesquisadores ou os pacientes?

Outro dia revisei uma tradução em que a pessoa falou de cefaleia num texto para pacientes. Se você não é da área médica, você sabe que treco é esse, sem olhar no dicionário? Uma simples dor de cabeça. Por outro lado, revisei outro texto, para profissionais de saúde, em que o tradutor disse que o paciente “consumia benzodiazepínicos fortes”. Paciente não “consome” remédio e o remédio não é forte, é potente, oras!

28
jun
10

Backtranslation, quem sabe o que é?

A tradução médica vai bem além do consagrado processo TEP (Translation – Editing – Proofreading), e pode incluir etapas exigidas pela regulamentação de saúde, tais como back-translation, validação de questionários e “harmonização”, entre outros.
Se você já trabalha na área médica ou que fazer traduções médicas, tem que saber o que é.

Vou falar da harmonização e da validação de questionários em outros posts. A back-translation ou retrotradução é uma exigência dos organismos que regulam pesquisas clínicas para garantir que a mesma coisa que se disse na ida foi dita na volta. Em geral o tradutor que faz a back-translation não tem acesso ao documento que originou a tradução que ele tem em mãos, ele faz uma nova tradução, de volta ao documento de origem. Eu tenho visto muitas back-translations feitas por pessoas que têm como língua materna a língua de partida do documento com quem trabalham, ou seja, um tradutor brasileiro fazendo as back-translations para inglês. Em geral, quando me pedem uma back-translation, me dizem: só queremos o conteúdo, pode ser tradução literal, não se preocupe com estilo. Tenho aqui pra mim que daqui a pouco esse trem vai acabar e as back-translations serão feitas por tradução de máquina.

23
jun
10

Dica preciosa

Agora sou blogueira, tenho que começar a ler sobre como construir e manter um blog interessante. Eu estava prestes a apertar enter, publicar meu post e divulgar meu blog entre amigos quando vi este post , com uma dica preciosa que resolvi seguir. Vou escrever 20 posts antes de lançar mesmo meu blog, o que significa que meu blog, pelo menos no começo, será como um céu estrelado (poético, não?): o que vocês lerem já foi escrito há bastante tempo!

A seguir a tradução do post original em inglês:

Quer começar um blog? Escreva 20 posts!
19 de março de 2010 por Corinne McKay
Sempre que faço apresentações para outros tradutores, percebo que o número de dicas que aproveito ou dispenso é parecido. As sessões da semana passada na Société Française des Traducteurs não foram exceção e eu descreverei algumas dessas dicas recém-adquiridas em alguns próximos posts. Esta daqui é cortesia de Sara Freitas-Maltaverne, autora do famoso blog (escrito em francês) Les recettes du traducteur. Sara, por sua vez, me disse que recebeu a dica de Kelly Rigotti, do blog Almost Frugal.
Sara descreveu uma estratégia simples, porém brilhante, para pessoas que querem lançar um blog: primeiro construir um “inventário” de 20 posts completos e só então publicar o blog. Muitos candidatos a blogueiros minam a própria credibilidade e a facilidade de leitura evoluindo rapidamente (como descrito por Riccardo Schiaffino, em sua apresentação “Blogging 101”) de “Estou tão animado com meu novo blog” para “Aqui está uma prévia dos milhares de posts que estou escrevendo” para “Desculpe, não tive tempo para atualizar o blog nos últimos três meses” até chegar ao silêncio completo.O “inventário de posts” ajuda a evitar isso. Primeiro, se você consegue escrever 20 posts, você provavelmente tem embalo suficiente para continuar a escrever ainda mais, já que o medo de ficar sem ideias é uma preocupação menor quando você já recheou 20 posts. Segundo, se você escrever 20 posts e colocar um por semana no seu blog, terá cinco meses de material. Com esses 20 posts, você estará muito à frente dos três ou quatro posts que muitos blogueiros postam antes de cair no esquecimento. Adorei esta dica!

24
mar
10

Primeiro

Fui ao Congresso da Abrates no fim de semana e saí com uma resolução: começar um blog sobre traduções médicas. Pronto, comecei.

Vou precisar de um tempo até tomar pé de como funciona tudo por aqui, mas o pontapé inicial está dado.

Este blog é para tradutores em geral, mas puxarei a brasa para a minha sardinha, a medicina. Vou aproveitar este espaço para divulgar artigos em inglês sobre o assunto e se eu gostar de um artigo e o autor me der permissão, vou traduzir e colocar aqui.

E, cerejinha do bolo e agradecimentos à ideia vão para a Cláudia e o Roney, que deu uma palestra muito bacana no congresso.

Se alguém vier visitar, deixe um comentário. Conto com a ajuda de vocês, então me digam o que querem saber sobre tradução médica e tentarei ajudar.




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